domingo, 29 de novembro de 2009

A eternidade aguarda


Venha comigo te levarei a um lugar novo
Não há por que ter medo
Quero apenas fazê-lo feliz
Lá é um lugar bom
É realmente lindo assim como você
Lá os pássaros cantam as mais belas canções
E os corações batem com mais amor
Até as flores tem mais cores
E as águas são mais encantadoras
Venha comigo não há o que temer
Será apenas nos dois
Você terá tudo o que desejar
Lá não tem relógios você não precisa se preocupar
Suba em meu barco. Hoje vamos navegar
Pois a eternidade nós aguarda... Ansiosamente
Andressa Duarte 28/11/09
video

Realmente um clipe muito bizarro! Tente olhar até o final, a música é viciante.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Black Drawing Chalks


Achei essa banda em um blog e resolvi pesquisar. A banda é muito boa! Olhem o clipe deles em seu myspace é muito criativo e original: http://www.myspace.com/blackdrawingchalks ai tambem vão achar as suas músicas! Espero que gostem da dica! ;D

Grande Antonieta!

-Ou você larga essa vida ou ela te mata!
Ele foi direto e firme em suas palavras.
- Ok irei procurar outro medico.
-Estou falando serio Antônia!
-Não me chame de Antônia Dr. Odeio esse nome! Me chame de Antonieta.
-Antônia!
-Dr. O que você quer que eu faça? Que eu vire um vegetal ou pior coma vegetais? E viva uma vida insossa sem nada?!
-Você já deu uma olhada na sua vida?
-Sim e é ótima! Não sabe como é ótima. Como aproveitei! Não imagina as pessoas que conheci! Os bares que fui às cidades maravilhosas que andei as comidas que comi... E não teve vinho que não degustei.
-Que bom para a senhora, Antônia! Mas agora não tem mais 20 anos. Foram 50 anos bem vividos acredito! Li todos seus livros. Mas... Fumando 10 carteiras de cigarro por semana bebendo 1 garrafa de whisky e todos os litros de café possíveis por semana a senhora não vai longe.
-Vai me privar das únicas coisas que ainda me dão prazer? Não senhor!
-Ok, você que sabe Antônia. Mas eu já sou seu medico há muitos anos sei bem como esta! E se continuar assim não escreve mais muitos livros... – O médico suspirou com a testa enrugada e começou a catar a receita. –Fique com essa receita, e aqui também esta uma dica de novos hábitos alimentares. E largue os excessos!
-Ok Dr. Nos vemos novamente daqui a uns... 10 anos! Passar bem.
Quando já ia saindo da sala o Doutor gritou:
-Ainda não decorou meu nome não é Antônia?
Já acendendo mais um cigarro ela também grita:
- Não enquanto me chamar de Antônia.
Sim admito! Sou uma mulher de excessos. Não irei largar meu cigarro muito menos meu whisky! O Doutor quis ser gentil comigo! Eu não passo desse ano! Vou acabar de uma vez com meu fígado e meus pulmões. Beberei e fumarei o dobro e escreverei um livro para ficar na história! Já vivi o suficiente... Já escrevi sobre tudo, já bebi o mundo! Não há mais nada que eu queira. Só não quero dar trabalho para ninguém. Vou pensar é em um fim bem trágico e marcante. Todos falaram de mim por anos! OTRAGICO FIM DE ANTONIETA. A MAIOR ESCRITORA DOS ÚLTIMOS TEMPOS!
Andressa Duarte

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Maçã


acho que meu beijo é que nem uma maçã
doce
mas quando você se rende
meu lado pervesso toma conta
te derrento em meus braços
sugo suas forçar e você fica querendo mais
sem ar
nao consegue falar
com a respiração ofegante de desejo
começa a se recuperar
espero escutar apenas uma coisa
e você só pede mais
enquanto isso meu coração aguarda
para novamente deixar-te sem ar

Anderson

http://theteensstar.blogspot.com/

Rock em Venâncio Aires


TERRA DO NADA TAMBEM É CULTURA! ;D uhahah
O pessoal aqui irei deixar uma agenda para quem gosta de boa Música!

05/12 - 1º Over Rock Festival com as Bandas Lei Seca - Tom Turbina e DOZEDURO - Piazito V. Aires.
Ingressos com o Pessoal das bandas.

13/12 - 3º Pancho In Rock
Com as bandas:
MataRatto (Punck Rock-VA)
DOZEDURO (Rock and Roll-VA)
e Os Garbonas (Rock and Roll-Cachoeira do Sul)
No Recanto do Pancho
Início as 18 horas.
Entrada Grátis.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"Eu não escrevo me importando com rimas ou refrões. Eu deixo minha imaginação louca e livre pelas linhas em garranchos ilegiveis."
Andressa Duarte

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Culpada por amá-la


Quase não suporto mais sentir teu cheiro
Ver teus olhos negros que me arrepiam a nuca
Tocar em sua pele macia que faz meu coração endoidar
E o pior de tudo, me sentir culpado por amá-la
Como se pudesse ser o culpado de tua beleza e genialidade
Sempre junto comigo, mesmo quando ninguém quer estar
Para sempre culpado em te amar
Amar a tua perfeição e até a tua imperfeição
Amar teu jeito de me dar bronca e rir das minhas piadas tolas
Amar teu sorriso tímido quase escondido
E principalmente amar tua mente
Sempre livre sempre bela para sempre minha inspiração.
Joe 14/11/09

domingo, 15 de novembro de 2009

Eterna escuridão


Estou trancada em um quarto escuro
Sem janelas, sem portas, sem ar
Esse lugar é escuro e me sufoca em uma tristeza interminável
Ouço sussurros lamentando, chorando, implorando
Ha muitos. Uns choram, uns batem nas paredes e outros gritam
Esse lugar escuro que me sufoca... É meu coração
Aqui não a mais espaço; Aqui não há mais janelas
Estou trancada na mais eterna escuridão
Das minhas magoas, dos meus medos, arrependimentos, do meu ódio
Não há mais chances só resta esperar algum conforto na morte.
Andressa Duarte 15/11/09

sábado, 14 de novembro de 2009

Realmente... Eu

Esse é um dos poemas que muitos achariam que não pudesse escrever.
Escondido em mim pode haver um homem doce que sabe amar.
Em mim tem muitas coisas com as quais se quer você pode sonhar.
Eu apenas ainda não encontrei aquela que me fará suspirar.
Nem meus verdadeiros amigos me conhecem, pois eles não podem sentir
Sentir o que eu sinto e ainda não sei identificar
É tão triste não ter a quem amar. Alguém para compartilhar
Meus mais doces e obscuros sonhos. Feitos só para ela amar.
Joe.
Um cara que ainda ninguém conhece 10/11/09

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Pode me chamar de Joe


Sou um poeta porque nunca aprendi a cantar
Nunca me enturmei nem com meninas nem com meninos
Nem com cachorros ou gatos
Dês de sempre sozinho
Mas isso não quer dizer que nunca tive amigos ou namorada
Só quer dizer que mesmo na maior das multidões
Estava sozinho e perdido
Procurando você... Alguém como eu
Que goste de poemas, bolinhos de chuva e TV ligada para nada
Que goste de sentar aos pés de uma arvore e olhar o nada
Sem a necessidade de trocar palavras tolas
Estando feliz por apenas estarmos juntos
Todo o sábado de baixo da ameixeira da Rua 15
Com meu caderno e caneta escrevendo para você
Quando quiser me tirar da solidão
Só vá à Rua 15 segurar a minha mão
Joe.
Só um cara que gosta de ameixas! 11/11/09

domingo, 8 de novembro de 2009

Fugir


Só queria fugir um minuto que fosse
Fugir um minuto da minha vida
Fugir um minuto de mim
Então venha me salvar
Deixe-me provar da sua loucura
Me leve a 200por hora.
Eu gosto do vento no rosto
Do frio na barriga, o medo constante
Só queria fugir um minuto que fosse
Fugir um minuto dos meus pesadelos
Dos meus medos medonhos
Quero viver meus sonhos
Quero me sentir viva
Então venha me salvar da minha vida
Deixe-me fugir dela um minuto que seja
Deixe-me provar da sua loucura
É tão bom não ter que viver problemas que não são meus
É tão bom não ter que pensar em ninguém... Em nada
Me leve bem rápido a qualquer lugar
Deixe-me viver nossos sonhos
Andressa Duarte 31.10.09

sábado, 7 de novembro de 2009

O Velho K.

O velho saiu de sua casa no mesmo horário dos dias anteriores, exatamente as três e quarenta e seis da tarde. O Sol já estava brilhando em um céu pontilhado por nuvens cinza e repolhudas.
Ele andava devagar, arrastando os pés. Todos que o viam andar achavam que deveria ser decorrência da idade já bastante avançada, mas na verdade era pelo simples fato de que em suas pernas existiam feridas que nunca curavam, e se não fossem as bandagens amareladas, que ele lutava em tentar esconder com meias sociais altas, um pus fétido escorreria pelas calçadas.
O velho K. passou lentamente por uma janela de vidro e se examinou por um instante.
Segundo ele, estava elegante. O mesmo terno azul marinho que vinha usando já a semanas, a camisa social branca, que já não era mais branca, e sim amarelo sujo, e a gravata no mesmo tom do terno, presa ao pescoço com um nó simples.
Ele ajeitou a gravata e passou as mãos suarentas pelos poucos cabelos que lhe adornavam a cabeça. Deu uma rápida coçadinha em uma ferida que havia em sua testa, retirando com a unha a casca que já começava a se formar. Limpou a unha nos dentes amarelos e seguiu seu caminho, deixando para trás dois atendentes da loja, cujo vidro tinha lhe servido de espelho, ligeiramente enjoados.
O Velho K. levou cerca de vinte minutos para fazer um percurso que qualquer outra pessoa levaria menos de dez. Com seus passos miúdos e com sua mente mentalizando o que teria que fazer no destino que almejava, quase foi atropelado por um motociclista que fez a curva na esquina em velocidade um pouco elevada.
-Acorda!-gritou o motociclista mal educado.
O Velho K. deu um pequenino, pequenino mesmo, salto para trás, mal movendo os pés do chão. Em um gesto de protesto, ele ergueu a sua mão tremula no ar ameaçando esbofetear o motociclista.
Mas nem esse quase atropelamento fez o Velho K. desistir de seu objetivo. Ele tinha que seguir, ele precisava. Obstinação era seu nome.
Ele voltou para a calçada, para longe dos velozes veículos automotores, estava seguro contra atropelamentos. Ele respirou aliviado. E quase foi atropelado por uma criança em um triciclo.
-Desculpa vô!- gritou o pequeno menino.
-Não se tem mais respeito!- gritou o Velho K. com sua voz tremida- Não se pode mais nem andar pelas calçadas sem que esses malucos tentem passar por cima da gente! No meu tempo... - mas ele se calou ao ver que o menino já ia longe com o seu triciclo.
Ele amarrou a cara e voltou a seguir o seu caminho. Agora faltavam poucos metros para chegar ao seu destino.
Com muita dificuldade o Velho K. chegou onde queria. Venceu os dois degraus e entrou na cafeteria enfumaçada e mal cheirosa. Finalmente tinha chegado ao seu destino.
Ele caminhou até sua mesa de costume, a que ficava bem no centro da loja, onde ele podia ver todos e todos podiam vê-lo. Com dificuldade ele se sentou na cadeira e puxou a delicada mesa de tampo de vidro para perto.
Um rapaz, no auge de seus vinte e poucos anos, se aproximou, a contragosto, para atendê-lo. O rapaz fez cara de nojo ao sentir o cheiro que exalava do corpo do Velho K. Era um cheiro acre, uma mistura de urina com cheiro de ferida infeccionada.
-Pois não?- perguntou o rapaz tentando não deixar visível o quanto queria se ver longe dali.
O Velho K. então ergueu a mão no ar, com ligeira dificuldade e começou a balançar o dedo indicador e a dizer:
-Um leite morno, dois envelopes de açúcar, e um copo de água da torneira, normal sem gás.
O rapaz anotou o pedido e em pouco tempo já estava de volta com o pedido em uma bandeja bege grande, que a depositou em frente ao Velho K. desejando não ter feito isso, pois sabia o que iria acontecer.
E o que se seguiu foi algo surpreendente.
Primeiro foram os envelopes de açúcar. Foram massacrados. O Velho K. os pegou sem piedade e sacudiu-os com violência rasgando-os ao meio sem piedade, espalhando seu conteúdo imaculado por toda a bandeja. Pouco foi parar no leite morno. Os envelopes foram picados em pedaços miúdos e depositados na bandeja como restos de soldados mortos em batalha.
A colher foi a sua próxima vítima. Ele a pegou com seus dedos ensebados e a mergulhou no leite e começou a mexer vigorosamente. Não se soube se a sua intenção era quebrar a colher ou arrancar o fundo da caneca. Mas novamente a bandeja foi à principal vítima, sendo assolada por golpes de leite quente que se juntavam aos restos dos envelopes e açúcar numa tentativa frívola de se salvar.
Então, o pior aconteceu. O Velho K. apanhou o inocente guardanapo de papel branco.
O rapaz que o atendeu chegou a ficar com a respiração suspensa por um tempo. Ele já sabia o que estava por vir.
O Velho K. desdobrou o guardanapo e o levou até o nariz. Reunindo forças em seus pulmões, ele limpou o nariz produzindo um grande barulho. Voltou a dobrar o guardanapo e resolveu secar os lábios, depositando-o cuidadosamente dobrado em um pequeno quadrado sob a caneca de leite.
Após a preparação, o Velho K. começou a beber o seu leite. Sorveu um gole. Achou um pouco quente demais. Apanhou a sua água e virou um pouco na caneca, e boa quantidade na bandeja. Bebeu um pouco mais e voltou a completar a caneca com a água. E assim foi até não ter mais leite.
Fazia um pouco de calor. O Velho K. suava ligeiramente devido ao esforço de massacrar as inocentes coisas de sua bandeja. Ele voltou a apanhar o seu guardanapo e o passou pela testa suada. Ainda não se sentia refrescado. Ele então notou que sobrara um pouco de água no copo. Não pensou duas vezes. Mergulhou o guardanapo na água, dando-lhe uma pequena torcida para retirar o excesso. Voltou a passá-lo pela testa, agora sim se sentindo mais refrescado. Fez isso mais vezes, até a água do copo ficar turva.
Foi sob o olhar assombrado do rapaz que o Velho K. terminou seu ritual.
Após analisar a água que restava no copo, o Velho K. a sacudiu, como se tentando fazê-la voltar a ficar cristalina, e em seguida a bebeu de um gole só.
Sentindo-se satisfeito, o Velho K. se levantou e foi até o caixa, onde pagou a sua conta com um cheque, que ele pediu que segurassem até segunda-feira. Com profundo alívio por ele estar saindo da loja, o rapaz aceitou o cheque.
O Velho K. saiu da cafeteria, deixando para trás seu cheiro de azedo e os restos de sua batalha com a bandeja.
O rapaz se aproximou da mesa em que o Velho K. estivera e, com profundo nojo, apanhou a bandeja depositando-a na pia.
Cheio de repulsa, o rapaz apanhou uma garrafa de álcool e jogou por cima da louça talheres e o guardanapo. Pode parecer besteira, mas o guardanapo gemeu baixinho. Assustado, o rapaz se aproximou um pouco do guardanapo e percebeu que ele se mexia levemente. Receando ser algum inseto nocivo, ele jogou um pouco mais de álcool sobre o guardanapo, que rosnou mais alto
Do lado de fora da cafeteria, o Velho K. sorriu maliciosamente quando ouviu o grito de susto do rapaz e o som de luta. Um novo hospedeiro havia sido escolhido.
Alex Petiz
Conheceu o Velho K. em carne osso e perebas.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pássaros mortos


Baby cortaram minhas asas
Meus sonhos acabaram
Não há mais esperanças para nós
Chegamos ao fim
Pois pássaros mortos não podem sorrir
Flores murchas não podem viver
Corações mortos não podem bater
Eu não posso voar
Não posso nem sonhar
Não há esperanças
O fim é quando não existe mais sonho
Não existe mais desejo
Baby cortaram minhas asas
Pássaros mortos não podem sorrir
Não, não podem sorrir
São apenas corpos, são como eu...
para sempre vazios
Andressa Duarte

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Comigo

Eu sou um perigo
minha mente um tormento
vago a procura do nada

Vou fabricar sentimentos
e pertencer a vida
vou pintar fantasias
fazer parte de algo
que não sei explicar

Sim pode ser isso
é eu sou feito pra pensar
quer apostar
a tua eternidade contra minha?
quem perder devolve o céu
e preenche de estrelas

Eu escrevo mas só se for
sobre universos
e galáxias distantes
vagar por curtos neurais insanos
loucura que faz parte do que sou...
...loucura é a vida

Tão atraente
tão desejada
desejos podem fazer
mal à saude
se forem contidos


Andreson Eggers & Andréa Marques

Rótulos


Pareço, mas não sou emo.
Quero frisar bem essa frase para deixar bem claro que não sou emo. Nada contra emos! Só não gosto de ser rotulado como se eu fosse produto na prateleira de algum supermercado. Acho isso ridículo; sem falar que é absurdamente limitador.
Por que temos que nos encaixar em algum grupo? Ou tribo, ou estilo ou categoria? Se hoje eu começar a usar xadrez vou ser indie? Eu não posso estar apenas querendo usar xadrez hoje porque acordei e pensei: “Hoje estou mais para o xadrez do que para meu pretinho de sempre!” Talvez esteja no meu dia rebelde! Opa! Se estiver no meu dia rebelde tenho que usar gravatinha e uniforme escolar!
Mas a questão não é essa. O que estou querendo dizer é que não me oponho a nenhuma tribo. Se quem quiser ser emo, indie, rocker, o que for, sinta-se livre. O que sou contra é rotular as pessoas por detalhes que muitas vezes não são o que apontam ser. Um cabelo com franja não significa que a pessoa é emo. Ou mesmo se alguém usar o cabelo espetado não quer dizer que ela é punk. Pode estar apenas querendo chamar a atenção, se destacar em meio à multidão.
Imagine se ao nascer recebêssemos um rótulo dizendo que seriamos isso ou aquilo. Seria um bocado chato, pois teríamos sempre que nos vestir e agir conforme nosso rotulo. Não poderíamos cortar o cabelo, descolori-lo, usar roupas diferentes; nada. Estaríamos eternamente ligados a esse rótulo, a esse estilo. É assim que me sinto com relação aos rótulos. Preso, sem opções.
Para que rotular? Para que limitar? Não tão bom sermos livres para fazermos nossas próprias escolhas? Para fazermos o que nos der na telha?
Eu me reservo o direito de ser o que quiser ser. Se hoje pareço um emo, amanhã serei um rocker. Não é o que visto ou a maneira que penteio o cabelo (se bem que geralmente não faço isso!) que vai me definir, que vai me dizer o que eu sou. Sou mais do que isso. Sou um humano.
E nós, humanos, devemos estar acima de rótulos.
Afinal, humanos estão em constante metamorfose, não é?


Alex Petiz
Não se rotula por estar em constante metamorfose.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Rock na terra do chimarrão


O rock na terra do chimarrão esta morrendo! Na verdade não so aqui, parece uma epidemia. Mas tambem quem aguentaria? Falta apoio a nossas bandas. Tantos ja ouvi reclamar que em Venâncio não tem nada para os roqueiros, mas quando tem não vão lá apoiar. Sem falar que ingresso a 7 reaias é muito pouco para sete, oito, dez bandas, como sempre acontece em nossos festivais. Se pelo menos toda a galera aparecesse... Temos bandas otimas que continuam como o bom e velho rock'n roll bandas que não se entregaram a essas modinhas de emos. Claro, entendo que nossa cidade é pequena e até vão muitas pessoas aos festivais... mas ainda parece pouco.
Mas quero que mostrem a mim que estou errada e apareçam dia 7 de novembro no Ratz fesival. Lá estarão as bandas: Hell Goats, Rebarba (aqui de Venâncio) x23, (Taquari) Jeremy, (Santa Cruz) Lesson Killers, (Cachoeira) DeepSky, (Candelária) e Flor de malta (Sobradinho). Rock não vai faltar e o melhor rock para todos os gostos!
Não vamos deixar o rock morrer na terra do chimarrão.

domingo, 1 de novembro de 2009

Mórbida Obsessão

Por tanto tempo eu estive preso na escuridão
Gritando desesperado sem ser ouvido, numa cela, sedado
Tendo como companhia, apenas a solidão

Seu cérebro, meu alimento
Feito puramente de merda
O fruto da estupidez humana
Que continua crescendo
Minha boca costurada, não me permite falar
Mas eu digo tudo que preciso
Através do olhar
Um simples, indefeso, inocente ser humano
Transformado na mais bizarra aberração
Dentro de uma jaula
Servindo no seu circo psicótico
Como animal de estimação

Eu sou o monstro que aterroriza suas criancinhas
O ser mau que arranca suas cabeças
E as guarda como troféus
É, foi você que me deu a luz
E agora, tudo que sei, é que(céus!!!)
A morte me seduz
Me faz delirar, como um orgasmo múltiplo
É ver seu crânio quebrar
Quando meus olhos se fecham é estranho e perturbador
Minha natureza me chama
Eu vou te pegar
Eu sou, a criatura espalhadora do terror

Mórbida obsessão, sem saber o que é ou não
Mórbida obsessão, tendo sua vida em minha mão
Mórbida obsessão, vivendo eternamente essa maldição
Mórbida obsessão, a qual não tem solução

Eu sou a apocalipse em forma larval
O comedor de todas suas
Porcas fudidas
O mais selvagem e terrível animal
O mais temido ladrão de vidas
O feitiço vira contra o feiticeiro, a criatura contra seu criador
Usando apenas suas armas
A sede de vingança
O ódio, a dor



Eu sou, a desordem que essa terra domina
Eu sou, a experiência não intencional
Eu sou, o rato que pelos esgotos caminha
Eu sou, tudo aquilo que lhe faz mal

Eu sou a junção de tudo aquilo que o homem
Temeu durante séculos
Eu tenho que matar para viver
Essa é minha obsessão, minha maldição
E eu não tenho nada a temer
Eu sou, o futuro de sua raça
Talvez possam ver em mim algo
Que lhes faça
Pensar!!!

Lágrimas de sangue dos meus olhos saem
E correm pelo meu rosto deformado
Veja minhas mãos calejadas
Eu sou o predador que por vocês
Foi criado
Eu sou o precursor da espécie
O primeiro da nova linha, que o mundo irá dominar
Que se espalhará como uma praga, que nada, nem ninguém
Conseguira parar

Eu sou, o começo e o fim
Eu sou, a desgraça e a salvação
Você não entende?
Eu disse que sou o aviso
Para não repetirem o erro, maldição!
Eu sou escravo de mim mesmo
Preso por trás de peles e costuras
Em meio a feridas e cicatrizes
Eu sobrevivi a todas suas torturas

Eu sou, uma montanha de bosta ambulante
Eu sou, macabro, sou um lixo, sou desprezível
Eu sou, o ser humano reduzido a merda
Eu sou, o insensível

Mórbida obsessão, sem saber o que é ou não
Mórbida obsessão, tendo sua vida em minha mão
Mórbida obsessão, vivendo eternamente essa maldição
Mórbida obsessão, a qual não tem solução
Ei, filho da puta
Olhe para o espelho
O que você vê?
Eu sei, é assustador, saber
Quem eu sou
Saber que
Eu sou...você!!!


Autor: Jorge Gustavo Bergesch

De braços cruzados


Estou de braços cruzados
Não farei nada por você
Não farei nada por mim
Estou de braços cruzados
Esperando um milagre
Não farei nada por nós
Eu só posso esperar
Estou de braços cruzados
Esperando a doce menina
Com seu manto negro leva a dor
Não farei nada por nós ela fara
Ela nós salvara deste mundo
E eu precisarei fazer algo?
Daremos um passeio de barco
Uma passeio sem volta para eternidade
Andressa Duarte

Blogs fantasmas

Hoje venho aqui protestar! Queria começar com uma música ou poema, mas infelizmente vim reclamar. Você que já tem um blog sabe como foi difícil achar um endereço que ainda estivesse livre. Eu tive que colocar um 2 no meu, pois já havia um terradonada. O problema é que era um blog abandonado sem nada escrito! Acho que deveria haver algum controle para esses blogs "fantasmas".