sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pássaros mortos


Baby cortaram minhas asas
Meus sonhos acabaram
Não há mais esperanças para nós
Chegamos ao fim
Pois pássaros mortos não podem sorrir
Flores murchas não podem viver
Corações mortos não podem bater
Eu não posso voar
Não posso nem sonhar
Não há esperanças
O fim é quando não existe mais sonho
Não existe mais desejo
Baby cortaram minhas asas
Pássaros mortos não podem sorrir
Não, não podem sorrir
São apenas corpos, são como eu...
para sempre vazios
Andressa Duarte

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Comigo

Eu sou um perigo
minha mente um tormento
vago a procura do nada

Vou fabricar sentimentos
e pertencer a vida
vou pintar fantasias
fazer parte de algo
que não sei explicar

Sim pode ser isso
é eu sou feito pra pensar
quer apostar
a tua eternidade contra minha?
quem perder devolve o céu
e preenche de estrelas

Eu escrevo mas só se for
sobre universos
e galáxias distantes
vagar por curtos neurais insanos
loucura que faz parte do que sou...
...loucura é a vida

Tão atraente
tão desejada
desejos podem fazer
mal à saude
se forem contidos


Andreson Eggers & Andréa Marques

Rótulos


Pareço, mas não sou emo.
Quero frisar bem essa frase para deixar bem claro que não sou emo. Nada contra emos! Só não gosto de ser rotulado como se eu fosse produto na prateleira de algum supermercado. Acho isso ridículo; sem falar que é absurdamente limitador.
Por que temos que nos encaixar em algum grupo? Ou tribo, ou estilo ou categoria? Se hoje eu começar a usar xadrez vou ser indie? Eu não posso estar apenas querendo usar xadrez hoje porque acordei e pensei: “Hoje estou mais para o xadrez do que para meu pretinho de sempre!” Talvez esteja no meu dia rebelde! Opa! Se estiver no meu dia rebelde tenho que usar gravatinha e uniforme escolar!
Mas a questão não é essa. O que estou querendo dizer é que não me oponho a nenhuma tribo. Se quem quiser ser emo, indie, rocker, o que for, sinta-se livre. O que sou contra é rotular as pessoas por detalhes que muitas vezes não são o que apontam ser. Um cabelo com franja não significa que a pessoa é emo. Ou mesmo se alguém usar o cabelo espetado não quer dizer que ela é punk. Pode estar apenas querendo chamar a atenção, se destacar em meio à multidão.
Imagine se ao nascer recebêssemos um rótulo dizendo que seriamos isso ou aquilo. Seria um bocado chato, pois teríamos sempre que nos vestir e agir conforme nosso rotulo. Não poderíamos cortar o cabelo, descolori-lo, usar roupas diferentes; nada. Estaríamos eternamente ligados a esse rótulo, a esse estilo. É assim que me sinto com relação aos rótulos. Preso, sem opções.
Para que rotular? Para que limitar? Não tão bom sermos livres para fazermos nossas próprias escolhas? Para fazermos o que nos der na telha?
Eu me reservo o direito de ser o que quiser ser. Se hoje pareço um emo, amanhã serei um rocker. Não é o que visto ou a maneira que penteio o cabelo (se bem que geralmente não faço isso!) que vai me definir, que vai me dizer o que eu sou. Sou mais do que isso. Sou um humano.
E nós, humanos, devemos estar acima de rótulos.
Afinal, humanos estão em constante metamorfose, não é?


Alex Petiz
Não se rotula por estar em constante metamorfose.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Rock na terra do chimarrão


O rock na terra do chimarrão esta morrendo! Na verdade não so aqui, parece uma epidemia. Mas tambem quem aguentaria? Falta apoio a nossas bandas. Tantos ja ouvi reclamar que em Venâncio não tem nada para os roqueiros, mas quando tem não vão lá apoiar. Sem falar que ingresso a 7 reaias é muito pouco para sete, oito, dez bandas, como sempre acontece em nossos festivais. Se pelo menos toda a galera aparecesse... Temos bandas otimas que continuam como o bom e velho rock'n roll bandas que não se entregaram a essas modinhas de emos. Claro, entendo que nossa cidade é pequena e até vão muitas pessoas aos festivais... mas ainda parece pouco.
Mas quero que mostrem a mim que estou errada e apareçam dia 7 de novembro no Ratz fesival. Lá estarão as bandas: Hell Goats, Rebarba (aqui de Venâncio) x23, (Taquari) Jeremy, (Santa Cruz) Lesson Killers, (Cachoeira) DeepSky, (Candelária) e Flor de malta (Sobradinho). Rock não vai faltar e o melhor rock para todos os gostos!
Não vamos deixar o rock morrer na terra do chimarrão.

domingo, 1 de novembro de 2009

Mórbida Obsessão

Por tanto tempo eu estive preso na escuridão
Gritando desesperado sem ser ouvido, numa cela, sedado
Tendo como companhia, apenas a solidão

Seu cérebro, meu alimento
Feito puramente de merda
O fruto da estupidez humana
Que continua crescendo
Minha boca costurada, não me permite falar
Mas eu digo tudo que preciso
Através do olhar
Um simples, indefeso, inocente ser humano
Transformado na mais bizarra aberração
Dentro de uma jaula
Servindo no seu circo psicótico
Como animal de estimação

Eu sou o monstro que aterroriza suas criancinhas
O ser mau que arranca suas cabeças
E as guarda como troféus
É, foi você que me deu a luz
E agora, tudo que sei, é que(céus!!!)
A morte me seduz
Me faz delirar, como um orgasmo múltiplo
É ver seu crânio quebrar
Quando meus olhos se fecham é estranho e perturbador
Minha natureza me chama
Eu vou te pegar
Eu sou, a criatura espalhadora do terror

Mórbida obsessão, sem saber o que é ou não
Mórbida obsessão, tendo sua vida em minha mão
Mórbida obsessão, vivendo eternamente essa maldição
Mórbida obsessão, a qual não tem solução

Eu sou a apocalipse em forma larval
O comedor de todas suas
Porcas fudidas
O mais selvagem e terrível animal
O mais temido ladrão de vidas
O feitiço vira contra o feiticeiro, a criatura contra seu criador
Usando apenas suas armas
A sede de vingança
O ódio, a dor



Eu sou, a desordem que essa terra domina
Eu sou, a experiência não intencional
Eu sou, o rato que pelos esgotos caminha
Eu sou, tudo aquilo que lhe faz mal

Eu sou a junção de tudo aquilo que o homem
Temeu durante séculos
Eu tenho que matar para viver
Essa é minha obsessão, minha maldição
E eu não tenho nada a temer
Eu sou, o futuro de sua raça
Talvez possam ver em mim algo
Que lhes faça
Pensar!!!

Lágrimas de sangue dos meus olhos saem
E correm pelo meu rosto deformado
Veja minhas mãos calejadas
Eu sou o predador que por vocês
Foi criado
Eu sou o precursor da espécie
O primeiro da nova linha, que o mundo irá dominar
Que se espalhará como uma praga, que nada, nem ninguém
Conseguira parar

Eu sou, o começo e o fim
Eu sou, a desgraça e a salvação
Você não entende?
Eu disse que sou o aviso
Para não repetirem o erro, maldição!
Eu sou escravo de mim mesmo
Preso por trás de peles e costuras
Em meio a feridas e cicatrizes
Eu sobrevivi a todas suas torturas

Eu sou, uma montanha de bosta ambulante
Eu sou, macabro, sou um lixo, sou desprezível
Eu sou, o ser humano reduzido a merda
Eu sou, o insensível

Mórbida obsessão, sem saber o que é ou não
Mórbida obsessão, tendo sua vida em minha mão
Mórbida obsessão, vivendo eternamente essa maldição
Mórbida obsessão, a qual não tem solução
Ei, filho da puta
Olhe para o espelho
O que você vê?
Eu sei, é assustador, saber
Quem eu sou
Saber que
Eu sou...você!!!


Autor: Jorge Gustavo Bergesch

De braços cruzados


Estou de braços cruzados
Não farei nada por você
Não farei nada por mim
Estou de braços cruzados
Esperando um milagre
Não farei nada por nós
Eu só posso esperar
Estou de braços cruzados
Esperando a doce menina
Com seu manto negro leva a dor
Não farei nada por nós ela fara
Ela nós salvara deste mundo
E eu precisarei fazer algo?
Daremos um passeio de barco
Uma passeio sem volta para eternidade
Andressa Duarte

Blogs fantasmas

Hoje venho aqui protestar! Queria começar com uma música ou poema, mas infelizmente vim reclamar. Você que já tem um blog sabe como foi difícil achar um endereço que ainda estivesse livre. Eu tive que colocar um 2 no meu, pois já havia um terradonada. O problema é que era um blog abandonado sem nada escrito! Acho que deveria haver algum controle para esses blogs "fantasmas".